Para a coordenadora da comissão de Comunicação e Mídia, Rosilene Cruz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Educação em Direitos Humanos parte de três pontos essenciais. “Primeiro, é uma educação de natureza permanente, continuada e global. Segundo é uma educação necessariamente voltada para a mudança, e terceiro, é uma inculcação de valores, para atingir corações e mentes e não apenas instrução, meramente transmissora de conhecimentos”.
A Educação em Direitos Humanos é essencialmente a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e da vivência dos valores da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade, da cooperação, da tolerância e da paz. Portanto, a formação desta cultura significa criar, influenciar, compartilhar e consolidar mentalidades, costumes, atitudes, hábitos e comportamentos que decorrem, todos, daqueles valores essenciais citados – os quais devem se transformar em práticas.
Cruz lembra que cultura, no caso, não está limitada a uma visão tradicional de cultura como conservação: dos costumes, das tradições, das crenças e dos valores. Pelo contrário, “quando falamos em formação de uma cultura de respeito aos direitos humanos, à dignidade humana, estamos enfatizando, sobretudo no caso brasileiro, uma necessidade radical de mudança”.
O Comitê Paulista está vinculado ao Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos com o apoio do Ministério da Educação, Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e Universidade de São Paulo. |