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AS
COMUNIDADES VIRTUAIS - "De Ciberleitor em Cibercidadão"
Por jornalista e professor Ricardo Luís Nicola (Unesp)
Retornando à essência da formação das
primeiras comunidades cibernéticas, a pesquisa da produção
jornalística digital não deve se limitar apenas aos
sites propostos como jornais de rede, investigados até o
momento, o que este artigo, portanto, pretende abordar. Assim sendo,
como as Comunidades Virtuais estariam elencadas entre as produções
jornalísticas? A resposta à pergunta apresenta-se
simples, considerando que as mídias tradicionais dispõem
de suas correspondentes comunitárias.
O traço marcante norteador das diferenças entre as
configurações no sistema analógico e digital
está na interatividade. Além disso, o último
sistema constitui-se não somente em mais uma mídia,
mas em um espaço sociotécnico, onde a desterritorialidade
se faz presente e os usuários não são só
ciberleitores e sim cibercidadãos.
No percurso das análises dos estudos sobre a mídia
digital comunitária on-line e o comportamento de seu público,
visualiza-se um amplo espectro de abordagens onde as ciências
sociais e a comunicação fomentam perguntas imprecisas
e até sem respostas.
Ao
procurar um atalho mais seguro para prováveis respostas,
este artigo propôs-se a investigar a faceta desse fenômeno
midiático, como auxiliar na compreensão do seu processo
evolutivo. Assim, a realidade do sistema on-line delineia o perfil
de um emissor/receptor totalmente descompromissado com os interlocutores
e, com isso, visualiza-se um terreno onde as práticas de
pesquisas necessitam de constantes remodelações, por
não dizer "atualizações".
Muitas
das ferramentas usadas no campo da pesquisa comunicacional são
verticalizadas e não respondem com mais precisão às
indagações que teóricos da comunicação,
e até cientistas sociais, fazem diante do sistema digital.
É
imprescindível o desenvolvimento de instrumentos adequados
ao sistema em estudo para permitir a análise dos resultados;
fala-se de uma nova abordagem das mídias on-line, mas os
pesquisadores confrontam-se com investimentos escassos para efetivá-la,
considerando-se que o sistema midiático on-line impõe
aparatos tecnológicos de altos custos.
Levando-se
em conta, ainda, a natureza tecnológica do mundo on-line,
outro aspecto inquietante está no desconhecimento de muitos
profissionais de comunicação sobre a Web como mídia,
formulando conceitos e projetos desvinculados do sistema, graças
a um modismo tecnicista mercadológico. Na esteira deles,
posicionamentos e práticas distanciados desta realidade ampliam
a distância entre mito e realidade.
Enquanto
os projetos de jornalismo digital atenderem tão-somente às
necessidades mercadológicas, as comunidades virtuais estarão
cumprindo um plano de atuação mais compromissado com
os anseios dos usuários, apesar da poluição
publicitária tentar invadir esses espaços da vida
cibersocial.
Verifica-se,
no entanto, uma atuação crítica...
Os
weblogs formam uma comunidade particular...
A
Internet é uma rede de redes...
Bibliografia
Sites
Referenciais
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